Pequim, 18 dez (EFE).- A China enviará navios destróieres para se unir à frota internacional que lutará contra os piratas no Golfo de Áden, informou hoje uma fonte do Ministério de Assuntos Exteriores chinês.

"Decidimos enviar navios da Marinha para lutar contra os piratas na Somália. Estamos realizando os preparativos", confirmou hoje o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Liu Jianchao, em entrevista coletiva.

Liu disse que 20% dos 1.265 navios chineses que atravessaram o Golfo de Áden este ano foram atacados por piratas.

O porta-voz confirmava, assim, as informações que surgiram ontem no jornal chinês "Global Times", que, citando oficiais não identificados, indicavam que China se uniria à frota internacional nessa zona do Oceano Índico, entre Iêmen e Somália.

Segundo o jornal, é a "maior mobilização naval chinesa desde o século XV", formada por dois destróieres de guerra e um navio de abastecimento, uma frota que deve zarpar da ilha de Hainan em 25 de dezembro, embora o porta-voz não tenha confirmado datas.

Até agora, a China era o único dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU que não tinha anunciado o envio de sua Marinha ao Golfo de Áden.

A decisão ocorre depois que piratas na Somália atacaram ontem um navio chinês e, segundo o Centro de Informação sobre Pirataria, com escritório em Kuala Lumpur, a embarcação foi resgatada pela força internacional.

Neste sentido, Liu expressou em nome de seu Governo "uma sincera gratidão à Malásia por sua grande ajuda" no resgate.

Acrescentou que a decisão de enviar sua Marinha ao Golfo de Áden responde "a um pedido de assistência internacional do Governo da Somália para acabar com os piratas".

"A China apóia firmemente a cooperação internacional contra os piratas e apóia as leis internacionais", acrescentou o porta-voz, ao referir-se ao artigo 7 da Carta da ONU. EFE mz/an

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