China envia novo grupo de soldados para força de paz no Sudão

Pequim, 11 jun (EFE).- Um grupo de 142 soldados chineses partiu com destino ao Sudão, onde integrará a missão de paz das Nações Unidas no país, coincidindo com a visita à China do vice-presidente sudanês, Ali Osman Taha.

EFE |

Os soldados formam o primeiro dos três grupos que partirão durante o mês de junho da China ao Sudão, até formar um efetivo total de 275 engenheiros militares, 100 transportadores e 60 médicos.

Trata-se da quarta missão chinesa ao Sudão, país que tem em Pequim um de seus poucos Governos aliados na comunidade internacional.

As boas relações entre ambas as nações ficaram claras ontem à noite, quando o vice-presidente sudanês se reuniu com seu homólogo chinês, Xi Jinping, e ambos presidiram a assinatura de oito acordos bilaterais de cooperação econômica, tecnológica, financeira, agrícola e sanitária.

Xi elogiou ainda Cartum pelos "esforços ininterruptos" para a resolução do conflito na região de Darfur.

A comunidade internacional acusa Cartum de ter cometido graves violações dos direitos humanos no conflito entre o Governo da minoria árabe e a população de Darfur, que deixou mais de 200 mil mortos desde 2003.

Xi assegurou em seu encontro com Taha que a China "se unirá à comunidade internacional para promover a resolução do assunto", e reiterou a necessidade de alcançá-la pela via do diálogo e da negociação.

O vice-presidente chinês também ressaltou as boas relações de cooperação entre Pequim e Cartum nos últimos 50 anos, e lembrou que o país africano também doou dinheiro aos afetados pelo terremoto de Sichuan (sudoeste da China).

A China foi criticada pela comunidade internacional por vender armas ao Sudão e bloquear -junto com a Rússia- as iniciativas para que o Conselho de Segurança da ONU ditasse sanções contra Cartum pelas violações de direitos humanos na região de Darfur.

Pequim se defende argumentando que colaborou na resolução pacífica do conflito, com o envio de missões de paz ao país norte-africano, um dos principais fornecedores de petróleo para o gigante asiático. EFE abc/gs

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG