China envia dados de programa nuclear do Irã à AIEA

A China forneceu recentemente à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informações sobre o programa nuclear iraniano. A ação teria ocorrido apesar da oposição chinesa às sanções impostas a Teerã no Conselho de Segurança das Nações Unidas, segundo fontes diplomáticas envolvidas no assunto.

Agência Estado |

A Rússia e a China constantemente se opõem aos esforços dos Estados Unidos para endurecer as sanções ao Irã por causa do programa de enriquecimento de urânio. As primeiras punições ao país foram aprovadas apenas no fim de 2006.

O envio de informações sobre o programa nuclear iraniano foi confirmado por dois diplomatas do alto escalão. A medida parece demonstrar o crescente temor internacional sobre a atitude do regime teocrático de Teerã em relação ao tema. O governo do Irã afirma que seu programa nuclear é apenas fins pacíficos, como a produção de energia. Já várias nações, lideradas pelos EUA, acreditam que o país busca construir armas nucleares.

Para John Bolton, ex-embaixador dos EUA nas Nações Unidas, qualquer movimentação chinesa neste sentido seria um passo "potencialmente significativo", pelos laços que Pequim teve no passado com Teerã. Segundo Bolton, a China auxiliou o Irã em seu programa nuclear, principalmente na área de enriquecimento de urânio. Segundo os diplomatas, várias outras informações sobre o programa iraniano chegaram à ONU. Isso seria fruto do temor gerado por um informe distribuído aos inspetores e aos 35 membros da junta diretora da AIEA. O relatório descreveu com detalhes informações disponíveis sobre o programa clandestino nuclear iraniano.

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