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China entra em alerta contra propagação da febre aftosa humana

Pequim, 3 mai (EFE).- O Ministério da Saúde da China ordenou hoje que todos os departamentos de saúde do país estejam em alerta para evitar a propagação da febre aftosa humana, causada pelo enterovírus 71, após o surto que causou a morte de 22 crianças e deixou 3.

EFE |

221 infectados na cidade de Fuyang.

O alerta ocorre no mesmo dia em que a agência oficial "Xinhua" anunciou a morte de um bebê de 18 meses "provavelmente" por causa da febre aftosa, na província de Cantão, o que gerou temores de uma propagação da doença pelo país.

O foco em Fuyang, na província de Anhui, começou no início de março, mas foi considerada epidemia generalizada após um mês.

Segundo os números oficiais mais recentes, 978 crianças continuam internadas na região, 48 delas em estado crítico.

O Ministério da Saúde chinês previu que os casos aumentarão, já que junho e julho são os meses de maior incidência da doença, que afeta, principalmente, crianças com menos de dez anos, e é adquirida através das mucosas do nariz e da garganta.

A página do ministério na internet disponibiliza um guia de prevenção e controle da doença, que ainda não tem uma vacina preventiva.

Outras províncias já informaram sobre casos da doença, mas sem vítimas fatais.

A mais afetada é Hubei, que já confirmou 340 casos apenas esse ano, a maioria isolados. A exceção é de três creches da cidade de Qianjiang, que juntas tiveram 39 crianças infectadas desde 29 de abril.

A "febre aftosa humana" não tem relação com a doença do mesmo nome que costuma afetar o gado bovino, ovino e suíno.

A pessoa contaminada tem sintomas como febre, aftas na boca e bolhas nas mãos e nos pés. Em casos mais graves, a doença pode gerar meningite, encefalite, edemas pulmonares e paralisia. EFE cg/rr/an

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