Taiwan e a China assinaram acordos que permitirão vôos comerciais diretos a partir de 4 de julho e um aumento do fluxo de turistas chineses à ilha. O primeiro grupo deve chegar a Taiwan no dia 18 de julho.

O limite a partir de então será de 3 mil por dia.

Os novos acordos, considerados históricos, foram resultantes das primeiras conversações formais entre os dois lados em quase dez anos. A iniciativa representa mais um passo importante para estreitar os laços entre ambos, depois da eleição do novo presidente de Taiwan, Ma Ying-Jeou, que prometeu melhores relações com a China.

O mandatário, que assumiu o cargo em maio, prometeu reavivar a economia da ilha e disse que sua prioridade é manter a estabilidade regional.

Até agora, os vôos estavam limitados a quatro períodos de férias por ano - fora dessa temporada, os viajantes tinham que viajar via Hong Kong ou Macau. Agora estão previstos 36 vôos charter de segunda a sexta-feira.

A cerimônia de assinatura dos acordos foi transmitida pela TV estatal chinesa, destacando a importância que Pequim dá para o evento.

Na quinta-feira, o principal negociador da China, Cheng Yun Ling, aceitou um convite para visitar Taiwan, e as duas partes concordaram em criar escritórios de representação permanente nos territórios um do outro.

A China considera Taiwan parte de seu território, embora ambos tenham sido governados de maneira separada desde 1949, e o país continue a negar reconhecimento aos taiwaneses no cenário internacional.

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