China e Taiwan começarão negociações de mais alto nível sobre cooperação

Taipé, 2 nov (EFE).- Negociadores das políticas antagonistas de China e Taiwan começarão na terça-feira as negociações de alto escalão sobre cooperação financeira e maior liberalização do transporte direto.

EFE |

O principal negociador chinês e presidente da Associação para as Relações entre os Dois Lados do Estreito de Taiwan (Arats, em inglês), Chen Yunlin, que chegará amanhã a Taipé, se reunirá com o negociador taiuanês e presidente da Fundação para o Intercâmbio no Estreito (SEF, em inglês), Chiang Pin-kung, com quem selará quatro acordos.

A nova rodada de negociações é subseqüente à iniciada em Pequim no mês de junho, após quase dez anos sem contatos por causa da intensa hostilidade política entre o Governo separatista de Taiwan e a cúpula política chinesa.

A importância do encontro desta semana supera a mera assinatura de acordos, já que coincide com um encontro entre dirigentes públicos e privados do setor financeiro de China e Taiwan, o que pode abrir as portas para investimentos chineses na ilha e para a abertura de filiais bancárias e financeiras.

O simbolismo político e de cooperação econômica do evento não tem passado despercebido na ilha e no exterior.

A principal líder da oposição em Taiwan e presidente do Partido Democrático Progressista (MCT), Tsai Ing-wen, disse que "o encontro foi precedido de concessões políticas e é um símbolo de que o Governo quer renunciar a toda opção futura" que não leve em consideração "a união com a China".

Os protestos do MCT buscam "proteger a soberania de Taiwan", "protestar contra a ameaça bélica da China" e "pedir compensações pela exportação de alimentos contaminados a Taiwan", acrescentou Tsai.

O presidente da Arats, que encabeça uma delegação de 60 membros, visitará Taiwan de 3 a 7 de novembro e será o dirigente chinês de mais alto nível a visitar a ilha.

O presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, que chegou ao poder em maio após oito anos de Governos separatistas, adotou uma nova política em relação à China no campo diplomático e de liberalização dos contatos sociais e econômicos.

No campo político, China e Taiwan ainda mantêm posturas afastadas, com Pequim reivindicando a ilha e Taipé se considerando herdeira da República da China e defendendo sua própria soberania.

EFE flp/wr/sc

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