China e Índia apoiam Acordo de Copenhague, diz De Boer

Por Sunanda Creagh NUSA DUA, Indonésia (Reuters) - A Índia e a China demonstraram compromisso com o acordo climático definido no ano passado em Copenhague, e sua recusa até agora em se associar a ele não deve ser vista com exageros, disse na sexta-feira a principal autoridade climática da ONU.

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O Acordo de Copenhague não tem caráter obrigatório, mas mais de cem países já manifestaram intenção de se associar formalmente a ele, o que significa que seus nomes serão listados no topo do documento.

China e Índia ainda não se manifestaram a respeito, mas o chefe do Secretariado Climático da ONU, Yvo de Boer, afirmou não estar preocupado.

"Tanto a China quanto a Índia, junto com cerca de 60 outros países, submeteram planos ou metas sobre as ações que planejam adotar. Nesse sentido, acho que há tanto um compromisso político quanto substancial no contexto do Acordo de Copenhague," afirmou ele a jornalistas durante uma conferência ambiental da ONU na ilha de Bali, Indonésia.

"O primeiro-ministro indiano indicou que apoia o Acordo de Copenhague, e a Índia submeteu um plano nacional de ação no contexto do Acordo de Copenhague. A Índia formulou oito metas nacionais em diferentes áreas que são diretamente relevantes para a mudança climática. A Índia está avançando neste tópico em nível nacional."

Para De Boer, as pessoas deveriam se preocupar menos com o Acordo de Copenhague e mais com a conclusão de um tratado climático que seja de cumprimento obrigatório. Só depois disso, afirmou, deve esperar a adesão dos governos.

O secretário indiano de Meio Ambiente, Vijai Sharma, minimizou na quinta-feira a relutância de Nova Délhi em se associar ao acordo. "A Índia foi um passo além, já estamos agindo", afirmou.

De Boer, holandês, deixará a ONU em julho, para trabalhar na consultoria KPMG. Questionado sobre seu interesse em substituí-lo, Sharma respondeu com os polegares levantados.

Também na sexta-feira, De Boer disse que Europa, Japão e Estados Unidos cogitam usar instituições e mecanismos financeiros existentes para distribuir 30 bilhões de dólares em ajuda climática prometida por países desenvolvidos às nações pobres em Copenhague.

O chanceler indonésio, Marty Natalegawa, declarou na sexta-feira que um rápido desembolso da verba prometida é vital. Já o ministro norueguês do Meio Ambiente, Erik Solheim, afirmou desconhecer qualquer avanço nesse sentido. "Está tudo muito no ar ainda. O tempo é muito curto. Isso tem de ser feito nos próximos dois meses," declarou à Reuters.

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