China e EUA retomam troca militar, paralisada por 4 meses

Pequim, 27 fev (EFE).- Os Exércitos da China e dos Estados Unidos retomaram hoje suas trocas militares, que tinham permanecido paralisadas por quatro meses, devido à anunciada venda de armas de Washington a Taiwan, ilha que a China considera parte de sua soberania.

EFE |

O diretor de relações exteriores do Ministério da Defesa chinês, Qian Lihua, e o subsecretário adjunto de Defesa dos EUA para o Leste da Ásia, David Sedney, presidem uma reunião - a portas fechadas - de dois dias, que começou hoje, para "eliminar obstáculos" no início das conversas anuais bilaterais sobre defesa.

"As relações militares entre China e EUA ainda passam por um período de dificuldades", reconheceu Qian, em seu encontro de hoje com Sedney, citado pela agência estatal de notícias "Xinhua".

Em outubro do ano passado, a Administração do então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou sua maior venda de armas a Taiwan, avaliada em US$ 6,5 bilhões, e que inclui mísseis Patriot e helicópteros de ataque Apache.

A China decidiu então paralisar as trocas militares com o Pentágono em sinal de protesto, mas, no fim de semana passado, aceitou retomá-los por ocasião da visita da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a Pequim.

Qian disse hoje que a China espera que os EUA "tomem medidas concretas para retomar e desenvolver nossos laços militares".

O diálogo está destinado a abordar "as relações de Exército a Exército entre China e EUA, assim como os obstáculos para a segurança regional e global", disse à Agência Efe Susan Stevenson, porta-voz da Embaixada dos EUA em Pequim.

Outro aspecto que será negociado são as áreas potenciais para expandir a cooperação entre os dois Exércitos, acrescentou Stevenson, com o objetivo de conseguir uma "relação de cooperação positiva".

A delegação americana conta com a participação, além de Sedney, representantes do Comando do Pacífico e do Departamento de Estado.

EFE mz/an

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