China e enviados especiais do Dalai Lama concordam em voltar a reunir-se

Dirigentes chineses e uma delegação especial do líder espiritual tibetano Dalai Lama acertaram realizar novas reuniões depois de um encontro neste domingo, embora não tenham sido anunciadas datas, quase dois meses depois dos sangrentos distúrbios no Tibete.

AFP |

A reunião a portas fechadas celebrada hoje em Shenzhen (sudeste) foi a primeira entre ambas as partes em mais de um ano, tendo sido realizada em meio aos pedidos em todo o mundo para que China abra novamente o diálogo com a oposição tibetana.

"Dirigentes do governo central chinês e representantes privados do Dalai Lama concordaram em celebrar outra rodada de contatos e consultas em tempo apropriado", informou a agência de notícias Xinhua.

O encontro foi realizado com a participação de Sitar, citado desta forma, com um só nome pela Xinhua, e Zhu Weiqun do Partido Comunista chinês; do lado tibetano estiveram presentes Lodi Gyari e Kelsang Gyaltsen, os dois enviados especiais do Dalai Lama.

Durante a reunião, Zhu e Sitar defenderam a decisão do governo de Pequim de sufocar os incidentes no Tibete - atitude "completamente correta", citou a Xinhua.

"O grupo do Dalai Lama deve tomar decisões críveis para acabar com as atividades destinadas a dividir a China, acabar com os complôs e a incitação à violência, assim como a sabotagem dos Jogos Olímpicos", acrescentou a Xinhua citando os dois altos dirigentes do PC chinês, e sem mencionar os tibetanos.

O conteúdo das conversações só será conhecido depois do retorno dos enviados, declarou por sua vez à AFP o primeiro-ministro do governo tibetano no exílio, Samdhong Rinpoche, a partir de Dharamsala, a cidade do norte da Índia onde também reside o Dalai Lama.

"Nossa preocupação imediata é que cesse a repressão e acabem todas as restrições impostas aos tibetanos", declarou por sua vez o porta-voz do governo, Thubten Samphel.

bur-kma/sd

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