China e Coreia do Norte retiram milhares após enchentes

Quase 100 mil foram retirados de província chinesa e de país vizinho após chuvas terem causado inundação do Rio Yalu

iG São Paulo |

A China retirou 94 mil pessoas da Província de Liaoning, no nordeste do país, enquanto outros 5 mil foram retirados na vizinha Coreia do Norte por causa das fortes inundações causadas por chuvas torrenciais que continuam afetando a região. As chuvas aumentaram consideravelmente o caudal do Rio Yalu , que separa a China da Coreia do Norte.

O Centro Meteorológico Nacional chinês advertiu neste domingo que as chuvas continuarão em certas partes de Liaoning durante as próximas 24 horas, acompanhadas por tempestades e ventos fortes.

Na cidade chinesa de Dandong, fronteira com a Coreia do Norte, mais de 64 mil saíram, e as redes de transporte e eletricidade estão interrompidas, segundo a agência de notícias "Xinhua" (Nova China). Na outra margem do Yalu, na Coreia do Norte, mais de 5 mil foram levados para locais mais seguros depois que várias partes da cidade de Sinuiju e comunidades rurais ficaram completamente inundadas.

Deslizamento de terra

O governo chinês informou neste domingo que subiu para 1.435 o número de mortos no grande deslizamento de terra e barro que atingiu o distrito chinês de Zhouqu, na Província de Gansu, noroeste do país, em 8 de agosto . Também há 330 desaparecidos, cujas buscas foram suspensas pelas autoridades pelo receio de epidemia.

Os dados foram atualizados neste domingo pela Nova China, que também citou um porta-voz governamental que anunciou o fim dos trabalhos de resgate. "Os corpos começaram a apodrecer após ficarem soterrados durante duas semanas. Buscando os corpos, há o risco de surtos de epidemias", assegurou o porta-voz.

Segundo a "Xinhua", os familiares dos desaparecidos continuavam buscando seus entes queridos e chegaram a contratar pessoal e maquinaria pesada para remover o terreno.

Em Puladi, na Província de Yunnan , outra localidade atingida por deslizamento de terra, os serviços de emergência que trabalham na busca de 69 desaparecidos ficaram isolados e sem suprimentos, depois de as inundações bloquearem a única estrada de acesso ao local.

O país asiático vive sua pior temporada de inundações em 12 anos, com mais de 3,4 mil mortos e desaparecidos desde o início das chuvas, em maio, com danos comparáveis aos causados pelas cheias dos rios Yang Tsé e Songhua em 1998, que ocasionaram mais de 4 mil mortes e deixaram 140 milhões de deslocados.

* Com AFP e EFE

    Leia tudo sobre: Chinadeslizamentomorteschuvas

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG