China e Chile reafirmam vontade de impulsionar cooperação bilateral

Pequim, 13 abr (EFE).- A presidente do Chile, Michelle Bachelet, se reuniu hoje em Pequim, na segunda etapa de sua visita de Estado de cinco dias à China, com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.

EFE |

Antes, Bachelet tinha se encontrado com o presidente chinês, Hu Jintao, no Fórum Boao para a Ásia (BFA, em inglês) e participou da assinatura de acordos para expandir o tratado de livre-comércio de 2006.

Bachelet, a primeira chefe de Estado da América Latina a discursar no BFA, que terminou hoje na cidade de Sanya, na província chinesa de Hainan, participou com Hu da assinatura de diversos convênios para avançar na liberalização do comércio bilateral.

Depois, Bachelet viajou a Pequim para se reunir com Wen e também se encontrar com o presidente do Congresso Nacional do Povo, Wu Bangguo.

Na terça-feira, a chefe de Estado chilena se reunirá com autoridades locais e abrirá o seminário "Chile, parceiro estratégico da China", e assinará o primeiro contrato latino-americano com a World Expo Shanghai 2010.

Segundo fontes diplomáticas chilenas, o Chile tem interesse em abrir o comércio de serviços com a China devido a sua experiência na gestão dos negócios que as empresas chinesas podem utilizar na América Latina.

O comércio de serviços em transporte, consultorias, previdência social, arquitetura, seguros e bancos é de interesse mútuo, e seu comércio pode ser reciprocamente benéfico, acrescentaram as fontes.

A assinatura hoje de um acordo cultural permitirá ampliar os intercâmbios e o conhecimento dos dois países. Também foram assinados seis protocolos agroindustriais de produtos específicos que não competem entre si, por serem de diferentes estações do ano.

Assim, foi ratificada a entrada de cerejas e ameixas chilenas na China, foi aberta a porta para a carne de porco e laticínios, e foi regulada a abertura do mercado chileno às frutas cítricas chineses, maçã e cebola.

"Trata-se de construir um espaço comum para futuro", disse à Agência Efe o embaixador do Chile na China, Fernando Reyes Matta.

O Chile é o único país da América Latina com um acordo de livre-comércio com a China, onde seus vinhos são bastante conhecidos.

O cobre chileno representa parte importante do comércio entre os dois países, já que o Chile é o maior produtor mundial, e a China, o principal comprador (quarto consumidor mundial), e que continuará a demanda do metal até 2020, segundo a chilena Corporação Nacional do Cobre (Codelco). EFE pc/wr/an

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