China e Brasil completam 35 anos de relações diplomáticas

Pequim, 27 ago (EFE).- As relações diplomáticas entre China e Brasil, duas das mais grandes economias emergentes, atravessam um momento especialmente produtivo e de grande fluência no diálogo político, declarou a Efe Gustavo Rocha de Menezes, encarregado de negócios da Embaixada do Brasil na China, no momento em que os países completam 35 anos de relações diplomáticas.

EFE |

Um exemplo, afirmou, é a frequência das visitas bilaterais de altos dirigentes dos dois países.

Em maio deste ano, o presidente brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva, visitou a China sendo que poucos meses antes já tinham viajado a Brasília o vice-presidente chinês, Xi Jinping e o chanceler, Yang Jiechi.

"O diálogo sino-brasileiro não se limita aos temas de ordem bilateral, também mantemos comunicações nos grandes foros como o Bric, o G-5 ou o G20, o que explica que as grandes economias emergentes desempenham um papel importante na política internacional", disse o representante da embaixada.

Além disso, antes do fim do ano se realizará a segunda reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Coordenação e Cooperação (COSBAN), presidida pelo vice-presidente brasileiro José Alencar e o vice-primeiro-ministro chinês, Wang Qishan.

"Na reunião de COSBAN será aprovado um plano de ação conjunto para 2010-2014 que terá uma perspectiva pragmática porque buscaremos resultados concretos e úteis para os dois países", anunciou Rocha de Menezes.

Os dois países fortaleceram seus laços econômicos, principalmente durante os dois últimos anos, de modo que a China desbancou os EUA e se transformou no principal parceiro comercial do Brasil.

"Os intercâmbios comerciais com a China alcançaram US$36,4 bilhões em 2008, é um número histórico que transforma o gigante asiático no principal parceiro econômico do Brasil", especificou Rocha de Menezes.

As principais exportações brasileiras à China são a soja e o minério de ferro: "o Brasil fornece ferro à China e, apesar da crise, a China segue crescendo e a demanda não caiu", assegurou o encarregado da embaixada.

Além disso, os dois países cooperam em tecnologia de satélites, tendo desenvolvido e lançado ao espaço três deles dentro do Programa de Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), que planeja botar em órbita outros dois até 2014.

Durante a visita de Lula ao país asiático se inaugurou um Centro de Estudos Brasileiros na Academia Chinesa de Ciências Sociais "e em breve abriremos um Consulado Geral em Cantão" informou Rocha de Menezes. EFE scf/fk

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG