China diz que sanções não resolverão questão nuclear do Irã

Por Chris Buckley e Ben Blanchard PEQUIM (Reuters) - O ministro do Exterior da China afirmou neste domingo que novas sanções não vão resolver o impasse sobre o programa nuclear do Irã e também culpou os Estados Unidos pelas tensões recentes na relação entre chineses e norte-americanos.

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"Como todos sabem, pressões e sanções não são o melhor jeito de resolver o tema nuclear do Irã", disse o ministro Yang Jiechi à jornalistas.

Os Estados Unidos e potências ocidentais querem que a China aprove uma proposta no Conselho de Segurança com novas sanções contra Teerã. Segundo o Ocidente, o Irã busca formas de construir uma bomba atômica e tem violado acordos de não proliferação nuclear.

Pequim já resistiu antes a sanções contra os iranianos, seus grandes fornecedores de petróleo. O ministro, na entrevista, enfatizou a relutância do país.

"Francamente, há algumas dificuldades envolvendo os esforços para resolver o tema nuclear iraniano, mas não achamos que os esforços diplomáticos foram esgotados", afirmou.

Teerã nega que queira fazer uma bomba atômica e diz que o seu programa é para geração de eletricidade.

O rascunho de uma resolução feito pelo Ocidente amplia as restrições financeiras, mas não pede sanções contra a indústria de óleo e gás iraniana.

A China é um dos cinco membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas com poder de veto.

O Brasil, que ocupa atualmente uma vaga rotativa no Conselho, também defende o diálogo em vez de sanções para tratar a questão nuclear iraniana

O tópico Irã é um dos que no momento têm tensionado as relações entre China e EUA. Recentemente, os dois países tiveram atritos sobre comércio, controle chinês sobre a Internet, venda de armas norte-americanas para Taiwan e em relação ao encontro entre o presidente Barack Obama e o líder tibetano Dalai Lama.

O ministro Yang culpou os Estados Unidos pelo desgaste. "Acredito que os EUA entendem muito bem os principais interesses e preocupações da China", disse ele, referindo-se a Taiwan e ao Tibet.

(Reportagem adicional de Emma Graham-Harrison)

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