Copenhague, 15 dez (EFE).- A China afirmou hoje em Copenhague que sua proposta de cortar as emissões de CO2 entre 40% e 45% até 2020 frente aos níveis de 2005 não é negociável.

O subdiretor da delegação chinesa na Cúpula da ONU sobre Mudança Climática, Yun Qingtai, afirmou que seu Governo não se deixará "pressionar" pelos países desenvolvidos, seja para aumentar essa meta ou para incluí-la em um acordo internacional vinculativo.

Para ele, as negociações da cúpula devem ser delineadas pelo Protocolo de Kioto (1997), que só obriga os países ricos a reduzirem emissões, e citou a Conferência de Bali (2007), que estabelece que os cortes nos países emergentes devem ser de caráter voluntário.

"A China não aceitará nenhum acordo que saia do caminho marcado por Bali", afirmou o representante chinês, para quem as nações industrializadas estão tentando "matar" o documento de Kioto.

Yun Qingtai qualificou ainda de "injustos e irracionais" os pedidos da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos, que querem um maior compromisso de Pequim.

Os 192 países reunidos em Copenhague buscam um acordo internacional de redução de emissões poluentes para substituir o Protocolo de Kioto, que expira em 2012. EFE nvm/rr

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