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China diz que ONU tem de ajudar diplomacia com o Irã

Por Chris Buckley PEQUIM (Reuters) - A China disse na terça-feira que espera do Conselho de Segurança da ONU medidas que promovam uma solução diplomática na crise nuclear com o Irã, o que indica uma maior disposição de Pequim em aceitar uma nova resolução do Conselho sobre o tema, mas possivelmente sem sanções adicionais.

Reuters |

As declarações de Jiang Yu, porta-voz da chancelaria chinesa, ocorrem um dia depois de uma reunião em que os presidentes da China, Hu Jintao, e dos EUA, Barack Obama, discutiram o assunto em Washington.

Segundo uma fonte oficial dos EUA, Hu concordou com a participação chinesa na redação de uma nova resolução do Conselho de Segurança para pressionar o Irã a conter suas atividades nucleares.

Jiang, no entanto, foi menos incisiva, embora não tenha deixado dúvidas de que Pequim aceitará novas medidas a respeito do Irã.

"Acreditamos que as ações relevantes do Conselho de Segurança devem conduzir a uma facilitação da situação e conduzir à promoção de uma solução adequada à questão nuclear iraniana, por meio do diálogo e das negociações", disse ela a jornalistas em Pequim, comentando o encontro Obama-Hu.

"A China apoia uma estratégia de pista dupla, e sempre acreditou que o diálogo e as negociações são canais ótimos para a resolução da questão nuclear iraniana."

A referência à "pista dupla" diz respeito, por um lado, à oferta de incentivos econômicos e políticos para que Teerã abandone as atividades de enriquecimento, e por outro à ameaça de sanções caso não o faça.

A China tem estreitas relações econômicas com o Irã, e até agora reluta em aceitar sanções mais duras ao país. O governo chinês - a exemplo de EUA, Grã-Bretanha, França e Rússia - tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU.

O Ocidente suspeita que o Irã esteja tentando desenvolver armas nucleares, embora Teerã insista no caráter pacífico das suas atividades.

A China já apoiou três rodadas anteriores de sanções ao Irã, e na semana passada o país decidiu participar da redação de uma nova resolução, junto com os outros membros permanentes do Conselho e a Alemanha.

Jiang não respondeu às reiteradas perguntas sobre o aval de Pequim a novas sanções, repetindo todas as vezes o apoio à "pista dupla". Mas ela também deixou claro que a China não se convenceu da eficácia das sanções no caso do Irã. "Sanções e pressão não podem fundamentalmente resolver as questões", disse.

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