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China diz que mantém relação madura com UE

Pequim, 7 mar (EFE).- A União Europeia (UE) e a China mantêm uma relação madura e ambos devem trabalhar juntos para desenvolver suas relações estratégicas, disse hoje o ministro de Exteriores chinês, Yang Jiechi, na sessão anual da Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento).

EFE |

"Com um comércio em 2009 de US$ 360 bilhões e com 200 mil estudantes chineses na UE, ambos devem trabalhar para desenvolver amplamente sua relação estratégica", afirmou o ministro. Ele acrescentou que China receberá este ano vários líderes europeus.

Para Yang, "a UE desempenhou um importante papel no cenário internacional e o desempenhará ainda mais no futuro". Além disso, ele destacou que Pequim "valoriza bastante as relações com a UE e impulsiona também as relações com cada um de seus membros".

O ministro ressaltou que "é impossível não ter divergências, mas elas não representam a tendência principal. O importante é manter consultas e desenvolver interesses novos e comuns para melhorar a cada dia".

Yang afirmou que China trabalhará muito ativamente para realizar uma diplomacia plena, dando prioridade às cúpulas internacionais e à Exposição Universal de Xangai.

A UE é o maior parceiro comercial da China, enquanto a nação chinesa é o segundo maior parceiro do bloco europeu. No entanto, as duas partes tiveram inúmeras tensões nos últimos anos, tanto no campo político como no econômico.

Os direitos humanos foram sempre um dos empecilhos nas relações entre Pequim e Bruxelas, por questões como o embargo de armas (imposto pela UE após o massacre de Praça da Paz Celestial de 1989) e a recente execução na China do cidadão britânico Akmal Shaikh.

Pequim e Bruxelas também travaram disputas comerciais em setores como o têxtil e o calçadista, pela chegada maciça de produtos chineses de baixo valor ao mercado europeu.

Outros conflitos se referem a problemas de qualidade e segurança sanitária de algumas exportações chinesas em anos anteriores, como alimentos e brinquedos. EFE mmp/sa

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