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China diz que maioria de manifestantes tibetanos foram soltos

XANGAI (Reuters) - A China soltou a maioria das 1.315 pessoas detidas nas manifestações do Tibet por que seus delitos eram leves, disse uma autoridade nesta sexta-feira. Tribunais no Tibet já condenaram 42 pessoas por crimes como incêndio culposo, roubo, e organização para ataques a organizações estatais, disse Palma Trily, vice-diretor executivo do governo do Tibet segundo a agência de notícias Xinhua.

Reuters |

Mais 116 pessoas estão detidas e aguardam julgamento, e 1.157 foram soltas, disse o oficial.

Palma Trily falou depois que o grupo de direitos humanos Anistia Internacional alegou em um relatório na quinta-feira que mais de 1.000 pessoas estavam detidas sem acusação no Tibet, desde a ocorrência das manifestações.

A China disse que o relatório não tinha 'um traço de credibilidade'.

Das 42 pessoas sentenciadas, 30 foram presas e cumprirão penas entre 3 anos e prisão perpétua, de acordo com autoridades chinesas. As outras 12 pessoas foram condenadas no final desta semana sem que os crimes e sentenças fossem especificados, disse a Xinhua.

Autoridades chinesas dizem que 19 pessoas morreram nas manifestações ocorridas na capital tibetana de Lhasa nos dias 14 e 15 de março.

O presidente do parlamento tibetano no exílio disse na sexta-feira que a operação de segurança chinesa em resposta as manifestações matou pelo menos 209 pessoas que protestavam contra o governo.

(Reportagem de Andrew Torchia)

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