China diz que EUA devem encerrar ligações militares com Taiwan

PEQUIM (Reuters) - Os Estados Unidos devem romper todas as suas relações militares com Taiwan e suspender um recente acordo de venda de armamentos para a ilha, disse o ministro de Defesa chinês a um senador norte-americano, segundo a mídia estatal chinesa. A China alega que Taiwan faz parte de seu território e diz que a ilha (democrática e governada de forma independente desde 1949) deve aceitar uma reunificação eventual -- se necessário, com o uso da força.

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Pequim já havia condenado o negócio de 6,5 bilhões de dólares, que inclui a venda de 30 helicópteros Apache e 330 mísseis Patriots.

"O plano de venda de armas dos Estados Unidos, mesmo com a repetida oposição da China, sem dúvidas prejudicou seriamente as relações entre os dois países e suas forças armadas, além de ter criado obstáculos às trocas comerciais e à cooperação em vários setores, incluindo as visitas de alto nível entre as duas forças armadas", disse o ministro da Defesa, Liang Guanglie, segundo a agência de notícias Xinhua.

A China esperava que os Estados Unidos "abortassem imediatamente um plano relevante de venda de armas a Taiwan e terminassem as ligações militares com Taiwan, a fim de evitar a destruição das relações estado-com-estado e Exército-com-Exército com a China", disse Liang, segundo a agência.

A reportagem acrescentou que Liang fez os comentários diante do senador norte-americano Chuck Hagel, republicano de Nebraska, que faz uma visita à China.

Os contatos militares entre os Estados Unidos e a China há muito tempo são limitados e discretos. Mas os comandantes norte-americanos procuram estreitar os laços com a China, na tentativa de aumentar a confiança entre a maior potência militar do mundo e o país que mais cresce na Ásia.

Embora os Estados Unidos tenham passado seu reconhecimento diplomático de Taipei para Pequim, em 1979, Washington continua a ser o maior apoiador e fornecedor de armas de Taiwan. A legislação obriga o governo norte-americano a ajudar Taiwan a se defender.

(Por Ben Blanchard)

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