China diz que distúrbios são os piores desde 1949

Urumqi (China), 7 jul (EFE).- O Governo comunista da região autônoma de Xinjiang, no oeste chinês, qualificou hoje os violentos distúrbios dos últimos dias como os piores desde a fundação da Nova China em 1949, e advertiu que haverá duros castigos para os responsáveis.

EFE |

O chefe do governante Partido Comunista da China na cidade de Urumqi, Li Zhi, acusou os impulsores das revoltas, da etnia muçulmana uigur, de "danificar os interesses fundamentais dos grupos étnicos chineses", em uma informação publicada pela agência oficial de notícias chinesa "Xinhua".

Li assegurou que os detidos - 1.434 segundo os números oficiais - são acusados de agressões, homicídios, destruição e saques, embora tenha falado da possibilidade de que alguns deles sejam postos em liberdade caso demonstrem sua inocência.

A Agência Efe pôde comprovar hoje que os incidentes continuam em diversas partes da cidade, desde o mercado de Urumqi, no centro, até a estação de trem e as cercanias do aeroporto.

Um grupo de uigures, alguns deles armados com paus, se concentraram junto ao Hotel Hoitak, onde estão jornalistas estrangeiros, e gritaram palavras de ordem, embora tenham sido dispersados pela Polícia.

Os protestos no mercado da cidade, horas antes, foram protagonizados principalmente por mulheres, que enfrentaram policiais armados e pediram a libertação dos detidos, embora a situação não tenha desencadeado em violência.

Cidadãos de Urumqi qualificam a situação como "muito tensa" e resultado de muitos anos de progressivo distanciamento social entre chineses han e uigures.

"Eu tinha muitos amigos uigures no passado, mas nem falo mais com eles", assegurou à Agência Efe um habitante da cidade de etnia han.

Segundo o Governo chinês, os distúrbios em Urumqui já deixaram 156 mortos, 1.080 feridos e 1.434 detidos. EFE mz/rr

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