Nações Unidas, 1 jul (EFE).- O enviado especial da China à África, Liu Guijin, afirmou hoje que a crise vivida pelo Zimbábue deve ser resolvida dentro do limite regional e não no Conselho de Segurança da ONU, como desejam algumas potências ocidentais.

Liu não quis esclarecer se Pequim se opõe ao projeto de resolução redigido pelos Estados Unidos que contempla a imposição de sanções ao regime do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe.

"Esperamos que as partes, neste caso o partido governista, a oposição e outras forças políticas, colaborem para fazer um novo esforço que ajude a estabilizar a frágil situação que atravessa o país", disse.

Além disso, o diplomata chinês afirmou que a comunidade internacional deve "respaldar" o trabalho de mediação da União Africana (UA), a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) e o Governo da África do Sul.

"Temos a esperança de que a situação no Zimbábue possa ser enfrentada se as partes relevantes colaborarem com a UA e outros parceiros internacionais", disse.

Liu afirmou que o embargo e as sanções contribuíram para a grave situação econômica do Zimbábue, que tem altos índices de inflação e desemprego.

O diplomata defendeu ainda a estreita cooperação econômica de Pequim com alguns dos Governos mais questionados da África pelas organizações de direitos humanos, como são os do Sudão e Zimbábue.

Ele afirmou que seu país "não condiciona a cooperação a requisitos políticos" porque sua principal meta é ajudar os países pobres a conseguir um maior desenvolvimento econômico. EFE jju/rb/plc

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