China detém ativistas locais que se reuniriam com congressistas dos EUA

Pequim, 1 jul (EFE).- As autoridades chinesas detiveram ativistas dos direitos humanos locais que deveriam se reunir com dois congressistas americanos, informou hoje a ONG Chinese Human Rights Defenders (CHRD), um encontro que, segundo Pequim, descumpre a lei chinesa.

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Após a detenção, tanto a organização CHRD quanto os congressistas pediram ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que não assista à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim.

"Sabemos que dois congressistas vieram à China como hóspedes da embaixada dos EUA e que o objetivo de sua viagem eram as consultas internas com seus diplomatas em Pequim", disse Liu Jianchao, porta-voz de turno da Chancelaria chinesa, em entrevista coletiva.

"Esperamos que, quando os congressistas dos EUA viajarem à China e realizarem atividades relacionadas, respeitem as leis e regulações chinesas e cumpram seus compromissos", acrescentou o porta-voz, que não especificou o que foi descumprido pelos congressistas.

Os republicanos Frank Wolf e Chris Smith tinham previsão de se reunir com os advogados Li Baiguang e Jiang Tianyong, além de com outros importantes intelectuais dissidentes, como Liu Xiaobo - cérebro dos protestos de 1989 na Praça da Paz Celestial - no domingo passado.

Os Advogados e ativistas foram transferidos pelas forças de segurança para um hotel nos arredores da cidade e, em seguida, colocados sob prisão domiciliar, segundo um comunicado da CHRD recebido hoje pela Agência Efe.

Wolf e Smith disseram hoje à imprensa americana que a atitude de Pequim mostra mais uma vez o descumprimento de seu compromisso de melhorar a proteção dos direitos humanos antes dos Jogos Olímpicos, para os quais faltam 38 dias. EFE mz/an

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