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Autoridades chinesas anunciaram a prisão de 82 homens considerados suspeitos de terrorismo, na região da província de Xinjiang, no oeste do país. O país diz que os terroristas são a principal ameaça aos Jogos Olímpicos de Pequim, que começam dentro de um mês.

Os dados foram divulgados pelo Departamento de Segurança Pública de Urumqi, capital de Xinjiang, região com grande concentração de muçulmanos.

Segundo as autoridades, além das 82 detenções, o Departamento ainda desmantelou cinco grupos terroristas que, segundo o governo, estariam tentando sabotar as Olimpíadas.

Ameaça
De acordo com o correspondente da BBC em Pequim James Reynolds, o governo já vinha realizando uma série de ações antiterror deste o início do ano.

Em janeiro, a polícia local realizou uma operação em Urumqi que resultou na prisão de dois militantes. Dois meses depois, a China revelou a descoberta de um plano para seqüestrar um avião que partia da cidade.

Em abril, o governo chinês anunciou que as forças de segurança haviam descoberto vários planos de ataques suicidas e de seqüestro de atletas durante os Jogos Olímpicos.

Além disso, nessa semana, a imprensa chinesa relatou que a polícia havia matado cinco militantes que estariam preparando uma guerra santa na província de Xinjiang.

Segundo o governo chinês, a principal ameaça seria um grupo terrorista chamado de Movimento Islâmico do Turquestão Ocidental (o Turquestão corresponde ao que hoje é conhecido como a província de Xinjiang), que teria ligação com a rede Al-Qaeda.

No entanto, especialistas em segurança internacional questionam o nível de ameaça enfrentado pela China.

Alguns ativistas de direitos humanos afirmam que o país exagerou o nível de ameaça para justificar o que chamam de "repressão" aos muçulmanos que vivem na região da província de Xinjiang.

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