Reaproveitamento de material poderia garantir abastecimento de usinas por 3 mil anos; país tenta reduzir dependência do carvão

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A televisão estatal da China anunciou nesta segunda-feira que o país desenvolveu um processo próprio para reprocessar combustível nuclear que poderia garantir o abastecimento de suas usinas por 3 mil anos.

O país lançou um ambicioso programa para construir diversas usinas nucleares, mas a mídia estatal afirma que o atual estoque chinês de urânio – usado no programa nuclear – é suficiente apenas para os próximos 70 anos.

Há 24 anos cientistas chineses vêm trabalhando no método de reaproveitamento de combustível. O novo sistema é caro e complexo, mas permite que combustível nuclear usado seja utilizado novamente nas usinas.

A China não é o primeiro país a desenvolver estações para reprocessamento de combustível nuclear – França, Grã-Bretanha e Índia já têm tecnologias similares para isso.

Mas, no caso chinês, a tecnologia terá implicações ainda mais significativas, já que o país tem procurado reduzir a atual dependência do carvão por meio da diversificação de suas fontes energéticas.

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