China descarta apelos para fim de pena de morte

Por Robert Evans GENEBRA (Reuters) - A China rejeitou apelos de países ocidentais na quarta-feira para abolir a pena de morte e para reforçar a defesa de uma série de direitos humanos, incluindo a permissão de sindicatos independentes.

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Mas o país concordou com a sugestão feita por Cuba, que pediu à China para garantir uma ação firme contra "os defensores dos direitos humanos no estilo deles, os que trabalham contra o Estado e o povo chinês". A China concordou também com o Irã, que sugeriu um reforço na censura à Internet, a fim de impedir "a difamação da religião".

A posição da China sobre essas e outras questões foi exposta em um relatório final do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, a respeito das discussões sobre os direitos humanos na China e à sua reação a questões levantadas no debate.

Durante a sessão de três horas, autoridades chinesas dispensaram muitas recomendações sobre reforma de direitos e a concessão de mais direitos para minorias étnicas, como os tibetanos e os uigures, assim como a propaganda política que não pode ser contestada.

O debate aconteceu no Conselho de Revisões Periódicas, do qual todos os países membros têm de participar a cada quatro anos.

As autoridades disseram ao conselho de 47 nações e outros países presentes que as políticas chinesas se baseiam na lei. Negaram também negaram que o trabalho infantil e a tortura de dissidentes em prisões secretas sejam questões a ser enfrentadas pela China.

Mas o relatório detalhado do Conselho não descreveu com exatidão quais sugestões a China rejeitou totalmente, listando-as apenas por números e declarando que "não tiveram o apoio da China".

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