China defenderá corte maior de gases poluentes de países ricos

Pequim, 21 mai (EFE).- A China, um dos dois países que mais gases poluentes emite, junto com os Estados Unidos, defenderá, na cúpula de dezembro sobre mudança climática, que será realizada em Copenhague, que as nações mais ricas reduzam as emissões em pelo menos 40%.

EFE |

"Em termos de combate, os países ricos como um todo e com metas a médio prazo deverão reduzir em 2020 as emissões (que intensificam o) efeito estufa pelo menos até 40% abaixo dos níveis de 1990", afirma o documento, chamado "Implementação do mapa de caminho de Bali", publicado hoje pelo Governo chinês.

O documento, publicado pela Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento - principal órgão econômico do país asiático -, destaca que esta redução responde às "emissões acumulativas históricas" dos países ricos, entre os quais não se inclui a China.

Em entrevista, o porta-voz de turno da Chancelaria chinesa, Ma Zhaoxu, reiterou hoje o objetivo e disse que é preciso "diferenciar responsabilidades sob o princípio do desenvolvimento sustentável, combate, adaptação, transparência tecnológica e suporte capital".

A Convenção-Quadro das Nações Unidas Sobre Mudança do Clima (UNFCCC), à qual devem participar 170 países e ONGs, se reunirá em Copenhague pela última vez em dezembro, a fim de renovar um objetivo de redução de emissões antes de expirar o Protocolo de Kioto, em 2012.

A proposta chinesa sobre redução de emissões pede aos países mais desenvolvidos que financiem com entre 0,5% e 1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional as nações mais pobres, para ajudá-las a reduzir suas emissões.

A China rejeitou dizer se aceitará cortes nas emissões de CO2, já que, como outros países em desenvolvimento e emergentes, como Brasil e Índia, se beneficia de uma cláusula do Protocolo de Kioto que os exime disso.

Em reunião de especialistas procedentes de Brasil, China, Índia e África do Sul realizada na quarta-feira em Xangai, os participantes concordaram em pressionar de forma conjunta os países mais ricos para que reduzam mais as emissões na reunião de Bonn (Alemanha) de junho, considerada uma preparação para a de Copenhague. EFE mz/db

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