China defende que cada país é soberano para decidir como quer receber ajuda

Pequim - A China defendeu hoje o direito de cada país de decidir que tipo de ajuda deseja receber da comunidade internacional em casos de catástrofes naturais.

EFE |

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da China, Qin Gang, afirmou que a China recebe "a cada instante" doações e destacou a importância dos equipamentos médicos e remédios que recebe para socorrer as vítimas do terremoto que atingiu o país na segunda última.

Segundo o Governo, a China não precisa de especialistas estrangeiros para trabalhos de resgate e de ajuda humanitária e sim de doações monetárias e materiais.

"Sentimos em nosso coração o sofrimento de Mianmar, país vizinho e irmão, e esperamos que a comunidade internacional possa proporcionar a ela ajuda respeitando seu desejo", afirma o porta-voz.

Assim como a Junta Militar de Mianmar, o Governo chinês não quer a presença de especialistas estrangeiros no país e sim que a comunidade internacional os entregue ao Exército.

"O Exército ajuda o povo", disse ontem a emissora chinesa "CFTV" ao mostrar imagens de soldados distribuindo comida e garrafas de água.

Hoje, pela primeira vez, Pequim aceitou a entrada de um contingente de 80 especialistas japoneses, entre bombeiros, policiais, guarda-costeira e agentes sanitários.

A agência de notícias oficial "Xinhua" destacou hoje que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convidou a comunidade internacional a analisar a situação da ajuda à Mianmar, que na semana passada foi assolada pela passagem do ciclone "Nargis".

Segundo a "Xinhua", as organizações internacionais afirmam que o ciclone deixou 1,5 milhão de desabrigados e as autoridades birmanesas dizem que o "Nargis" deixou 32 mil mortos e 34 mil desaparecidos.

Mianmar conta com o apoio da China e da Rússia, que são contra uma resolução da ONU para que o país abra suas portas à ajuda internacional.

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