O governo chinês anunciou nesta sexta-feira que tornou permanente a redução às restrições ao trabalho de jornalistas estrangeiros no país que haviam sido anunciadas por causa da realização dos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto. A China anunciou o relaxamento das regras em janeiro do ano passado, e elas deveriam expirar nesta sexta-feira.

De acordo com a agência estatal de notícias, Xinhua, os jornalistas poderão continuar a realizar entrevistas sem pedir previamente permissão às autoridades.

"Para entrevistar organizações ou indivíduos na China, jornalistas estrangeiros precisam apenas obter o consentimento prévio deles", diz o regulamento.

As regras também autorizam os jornalistas a continuar viajando por boa parte do país sem ter autorização oficial. Essa autorização costumava ser obrigatória.

De acordo com o correspondente da BBC em Pequim, Michael Bristow, jornalistas estrangeiros ganharam mais liberdade para trabalhar graças às regras em vigor por causa da Olimpíada, mas, na prática, as autoridades não os deixam completamente livres.

Os profissionais ainda são alvo de intimidações por parte de policiais. Certas áreas do país consideradas sensíveis, como o Tibete, permanecem fechadas para os jornalistas, e correspondentes que se atrevem a ir para lá sem autorização são detidos.

O relaxamento das regras também não se aplica a jornalistas chineses, que permanecem submetidos à censura e ao controle rigoroso do governo chinês.

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