China critica premiê do Japão por oferenda em templo da guerra

Por Chris Buckley PEQUIM (Reuters) - A China criticou na quinta-feira o primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, por ter depositado uma oferenda no templo Yasukuni, que homenageia mortos em guerras.

Reuters |

Jiang Yu, porta-voz da chancelaria chinesa, não fez menção a um possível cancelamento da viagem de Aso a Pequim na semana que vem, mas alertou que a oferenda de um vaso com uma árvore no polêmico templo de Tóquio abala as relações entre as duas potências asiáticas, que enfrentam juntas a crise econômica global e a ameaça nuclear norte-coreana.

O templo Yasukuni, que homenageia milhões de mortos em guerras -- entre eles alguns condenados no tribunal estabelecido após a Segunda Guerra Mundial -- é visto pela China e por outros países asiáticos como um símbolo do não-arrependimento japonês pela violência militarista das décadas de 1930 e 40.

"A China já usou os canais diplomáticos para manifestar sua forte preocupação e uma insatisfação, e salientou a alta sensibilidade das questões históricas", disse Jiang em nota lida no noticiário da TV estatal.

"Quaisquer ações errôneas do Japão terão consequências gravemente negativas para as relações bilaterais, e exigimos que o lado japonês exerça cautela em suas palavras e ações e lide adequadamente com isso."

Japão e China são a segunda e terceira maiores economias do mundo, respectivamente, e respondem por dois terços da economia asiática. Ambos participam do processo de negociação para a desnuclearização da Coreia do Norte, atualmente paralisado.

(Reportagem adicional de Linda Sieg e Yoko Nishikawa, em Tóquio)

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