China cresce 7,7% até setembro e se aproxima de meta anual

Autoridades chinesas anunciaram nesta quinta-feira que a economia do país cresceu 7,7% nos primeiros nove meses do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a economia chinesa cresceu 8,9%.

BBC Brasil |

Segundo eles, isso é um sinal de que a China vai conseguir cumprir sua meta econômica este ano de crescer 8%. Segundo analistas, a meta é necessária para que a China crie empregos suficientes para manter a estabilidade social no país.

O crescimento de 8% mostra que a China está com desempenho melhor que a maioria das potências econômicas.

Estímulo fiscal
Para analistas, há três fatores para explicar os bons resultados chineses. Em primeiro lugar, a China tem um enorme pacote de estímulos fiscais. Boa parte do crescimento é induzida por gastos públicos em projetos de infra-estrutura, como novas estradas e ferrovias. O pacote chinês, anunciado em 2008, é de 4 trilhões de yuans (cerca de US$ 586 bilhões).

O comprometimento do governo também colaborou para manter a confiança geral na economia chinesa. Isso levou os chineses a gastarem mais dinheiro, fazendo crescer a demanda por bens.

O mercado de automóveis chinês tornou-se o maior do mundo este ano, com crescimento de 34% nos primeiros nove meses de 2009.

Por último, o terceiro fator foi que os consumidores fora da China que haviam parado de adquirir produtos do país estão lentamente retomando suas compras.

No entanto, alguns analistas apontam para alguns riscos de a economia chinesa continuar seguindo o mesmo caminho.

"O estímulo fiscal não pode continuar. Eu não vejo o consumo privado crescendo muito, a renda crescendo, a poupança caindo. Então em termos de consumo privado ou crescimento econômico induzido por fatores domésticos, eu fico um pouco preocupado", disse à BBC o economista Li Wei, do banco Standard Chartered Bank, de Xangai.

Para ele, o governo chinês ainda tem recursos para continuar com seus pacotes de estímulo fiscal, mas a política não é sustentável no longo prazo.

Outras fontes mais tradicionais do crescimento chinês - as exportações para os mercados da Europa e Estados Unidos - ainda não retomaram o ritmo de antes da crise.

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