China corta subsídio a gasolina e preço sobe 18%

A China, o segundo maior consumidor de petróleo do mundo, diminuiu os subsídios e aumentou o preço do diesel e da gasolina em 18%, provocando temores de inflação no país. O anúncio do governo, na quinta-feira, provocou a maior queda no preço do barril de petróleo nos últimos três meses, de US$ 4,00 na quinta-feira, e também provocou alta no preço das ações de refinarias de petróleo chinesas nesta sexta-feira.

BBC Brasil |

As refinarias chinesas vinham sofrendo grandes perdas nos últimos anos, pois compravam petróleo a um preço alto, no mercado internacional, e eram obrigadas a revendê-lo aos consumidores chineses a um preço muito mais baixo, ditado pelo governo chinês.

O governo decidiu aumentar o preço agora em parte para diminuir a pressão sobre essas empresas, mas também para tentar combater a crescente demanda.

Os subsídios chineses vinham ajudando a manter esta demanda.

"O preço global do petróleo cru vem subindo agudamente e o preço do combustível na China ficou para trás. A diferença de preço ressaltou a contradição entre demanda e oferta", disse a TV estatal chinesa citando a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

A decisão chegou como uma surpresa, já que a China havia descartado qualquer corte nos subsídios antes das Olimpíadas de Pequim.

Este foi o primeiro corte de subsídios em oito meses e teme-se a alta da inflação, que já está em seu nível mais alto dos últimos dez anos.

Também há medo de que a decisão gere uma onda de protestos, mas até agora as reações públicas têm sido mistas, com alguns chineses criticando e outros apoiando o governo.

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