China conta seus mortos após terremoto

A China contava seus mortos nesta terça-feira, após o terremoto de 7,8 graus Richter que atingiu o sudoeste do país, e o número de vítimas fatais estava em torno de 10 mil, segundo a imprensa oficial.

AFP |

A agência Nova China, que cita o ministério de Assuntos Civis, informou na manhã desta terça que o terremoto matou 9.219 pessoas, nas oito províncias afetadas.

O anúncio do número de vítimas ocorreu antes da agência oficial revelar o desabamento de uma fábrica, onde "milhares" de trabalhadores morreram.

A agência, que deu poucos detalhes a respeito dos trabalhadores mortos, disse que o desastre aconteceu em Mianzhu, na cidade de Hanwang, província de Sichuan, quando uma fábrica de turbinas a vapor desabou com o tremor.

Hanwang, cidade de 60 mil habitantes, fica a cerca de 30 km de Wenchuan, onde ocorreu o epicentro do terremoto, informou a Nova China.

"O terremoto matou ou sepultou milhares de pessoas" na região de Hanwang, revelou a Nova China, sem precisar se todas as vítimas eram empregados da fábrica.

Outra agência, a Notícias da China, informou que há 500 pessoas desaparecidas e 60 mortes confirmadas.

Segundo a mesma agência, no momento do terremoto trabalhavam entre 5 mil e 6 mil pessoas na fábrica.

O terremoto, que ontem foi chamado de "desastre maior" pelo primeiro-ministro Wen Jiabao, atingiu principalmente as zonas densamente povoadas de Sichuan (sudoeste).

"A situação é mais grave do que havíamos calculado anteriormente, e precisamos de mais gente aqui para ajudar", declarou Jiabao, à noite, falando do quartel-general de socorro na cidade de Dujiangyan, em Sichuan, a 100 km do epicentro.

Segundo a agência estatal, esse foi o pior sismo desde o que castigou Tangshan (nordeste), em 1976, e deixou mais de 240.000 mortos, de acordo com números oficiais, ou mais de 700.000 mortos, segundo analistas internacionais.

O balanço da catástrofe de ontem pode se agravar, à medida que os socorristas se aproximam de Wenchuan, ponto ainda inacessível. Nessa região montanhosa, as vias de comunicação ficaram bloqueadas pela queda de rochas.

"Vi várias casas desabadas, e há rochas que caíram da montanha, ao longo da estrada", declarou o chefe de uma unidade de polícia que avança a pé para Wenchuan, localidade com a qual se fez contato por telefone via satélite, à noite.

Em Dujiangyan, os socorristas continuavam retirando corpos dos escombros de uma escola. Os responsáveis do colégio de Xiang'e estimaram que menos de 100 das 420 crianças que se encontravam no prédio sobreviveram ao desabamento, de acordo com a Nova China.

jg/tt/LR

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