Pequim, 23 out (EFE).- A China considera o ativista chinês pró-direitos humanos Hu Jia, escolhido hoje ganhador do Prêmio Sakharov 2008, concedido pelo Parlamento Europeu, um criminoso condenado por incitar à subversão contra o Estado.

A concessão do prêmio foi comunicada pela Agência Efe ao advogado de Hu Jia, Li Jin Song, que disse estar convencido de que o premiado não sabe disso ainda, pois não conseguiu falar com ele na prisão onde o ativista está recluso.

"Certamente, não sabe ainda. Não me disse nada. Também não acho que sua esposa, também ativista, saiba, pois também me liga quando há algo importante", acrescentou.

"Como amigo de Hu Jia, estou muito feliz com a notícia, mas ele não desenvolve sua atividade pelos prêmios, mas pela democracia.

Lutará com prêmio ou não", acrescentou.

Qin Gang, porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, disse, pouco antes do anúncio da concessão do prêmio, que eram contra "a intervenção em assuntos internos (da China) sob o pretexto dos direitos humanos".

"Todos sabemos quem é Hu Jia: um criminoso, condenado por incitar à subversão contra o Estado, e premiar um criminoso é interferir na soberania da China", disse Qin Gang. EFE pc/an

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