China condena quase 200 por revoltas em região autônoma

Pequim, 7 mar (EFE).- A China já condenou 198 pessoas envolvidas em 97 casos relacionados aos distúrbios de oito meses atrás na região autônoma e uigur de Xinjiang (noroeste), informou hoje o governador Nur Berkri, cujas declarações foram reproduzidas pela agência oficial Xinhua.

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"O número final de pessoas condenadas será maior", afirmou Nur em uma entrevista coletiva concedida durante a sessão anual da Assembleia Popular chinesa, o Legislativo local.

Nur acrescentou que a "China é um país socialista regido pela lei" e que "a dignidade desta lei não permite sua violação".

Ele também disse que "qualquer atividade criminosa que danificar a ordem social será castigado pela lei".

Cerca de 200 pessoas, a maioria delas da etnia han, morreram nos distúrbios de 5 de julho do ano passado, desencadeados pelo linchamento de trabalhadores uigures dias antes em uma fábrica de Cantão (sul).

Grupos de uigures no exterior, que não negam que membros de sua etnia deram início à onda de violência, acusam o Exército chinês de reprimido de forma violenta as revoltas, esconder os corpos dos uigures mortos e prender sem garantias legais.

No entanto, Pequim acusa esses grupos e o líder uigur, Rebiya Kadeer, de serem separatistas e terem vínculos com o terrorismo islâmico, algo que nunca foi provado.

Os uigures, uma etnia turcomana de religião muçulmana que vive em Xinjiang há séculos, acusam o Governo chinês de discriminação e de tentar acabar com sua cultura através de suas políticas étnicas e do envio maciço de colonos chineses à região ao longo das últimas décadas. EFE mmp/sc

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