China condena dissidente Liu Xiaobo a 11 anos de prisão

PEQUIM - O mais proeminente dissidente chinês, Liu Xiaobo, foi condenado a 11 anos de prisão nesta sexta-feira por pedir liberdades políticas.

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Liu Xia, mulher de Xiabo, fala com a imprensa após o veredicto

Liu Xia, mulher de Xiabo, fala com a imprensa após o veredicto

Ele recebeu a pena por conta de uma acusação de subversão criticada por grupos de direitos humanos e por Washington. Liu, que completa 54 anos de idade na segunda-feira, ajudou a organizar uma petição que solicita amplas reformas políticas.

Antes disso, foi famoso no movimento pró-democrático de 1989, centrado na Praça da Paz Celestial e esmagado pelo exército.

Ele permaneceu em silêncio em uma Corte de Pequim enquanto o juiz o condenava por "incitar a subversão do poder estatal" por seu papel na petição e por textos na Internet que criticam o Partido Comunista, disse seu advogado, Shang Baojun. Liu não teve permissão para responder à sentença no tribunal.

"Xiaobo e eu ficamos muito calmos quando o veredicto foi lido. Estávamos mentalmente preparados para isso e para ele ter uma condenação longa", afirmou sua esposa, Liu Xia, que pôde ouvir a decisão depois de ser impedida de acompanhar o julgamento na quarta-feira. "Depois tivemos 10 minutos juntos e ele me disse que recorreria, mesmo se as chances de sucesso forem baixas."

Liu é um dos mais combativos críticos do regime de partido único na China. O caso dele atraiu a atenção de governos e ativistas ocidentais. A rara sentença dura gerou mais reprimendas, que, provavelmente, aumentarão.

Do lado de fora da Corte, um diplomata dos Estados Unidos disse que Washington se preocupa muito com a situação. "Continuamos a pedir ao governo da China que o liberte imediatamente e respeite os direitos dos cidadãos chineses de pacificamente expressar suas visões políticas a favor de liberdades fundamentais universalmente reconhecidas", afirmou.

A Alta-Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Navi Pillay, disse em nota que o veredicto coloca "uma terrível sombra" sobre os compromissos da China na proteção aos direitos humanos.

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