China condena à morte 2 acusados em caso de leite adulterado

A justiça chinesa anunciou nesta quinta-feira três penas de morte, uma delas em suspenso, e duas de prisão perpétua para pessoas envolvidas no escândalo do leite adulterado com melamina, um produto que provocou a morte de seis crianças e afetou outras 300 mil ano passado.

Redação com AFP |

Tian Wenhua, ex-diretora da Sanlu, principal empresa produtora envolvida no caso, foi condenada à prisão perpétua, informou a agência de notícias Nova China.

Tian, de 66 anos, é a maior autoridade julgada por este escândalo no tribunal de Shijiazhuang, na província de Hebei (norte do país), onde fica a sede Sanlu. Ela foi acusada de ter produzido e vendido produtos "falsos e de qualidade inferior", crime passível de prisão perpétua, mas não da pena de morte. Ela já se declarou culpada das acusações.

O tribunal condenou, no entanto, à pena capital três homens, um deles com suspensão da aplicação da sentença, pelo envolvimento no escândalo.


Zheng Shuzhen, avó de um bebê que morreu com leite adulterado, chora / AP

Um dos condenados a morte é Zhang Yujun, que produziu e comercializou 600 toneladas de leite adulterado. Ele foi considerado culpado de ter colocado em perigo a segurança pública.

O tribunal também condenou à prisão perpétua um quinto acusado, Zhang Yanzhang, que comprou o produto de Zhang Yujun e revendeu 230 toneladas.

Os veredictos são os primeiros anunciados do total de 21 acusados.

Segundo a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, a China executa mais prisioneiros condenados à morte por ano do que todos os outros países juntos.

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