China condena 55 por distúrbios de março no Tibete

Pequim, 5 dez (EFE).- Mais de 50 pessoas foram condenadas no Tibete a penas que vão de três anos a prisão perpétua por envolvimento em uma onda de violência em 14 de março em Lhasa, informou hoje a rede de televisão CFTV.

EFE |

A emissora revelou que Baema Cewang, vice-presidente do Governo regional, informou a Michael Andrew Johnson, parlamentar australiano em visita à capital tibetana, que até o momento foram já dadas 55 sentenças.

Cewang informou, além disso, que após os atos violentos, a Polícia deteve 1.317 pessoas, das quais, 1.115 foram libertadas depois e as demais, levadas a julgamento.

As autoridades chinesas denunciam que os distúrbios, nos quais morreram 18 civis e um oficial de Polícia, eram parte de uma violenta campanha orquestrada pelos seguidores do Dalai Lama, líder espiritual tibetano no exílio, para sujar a imagem da China antes dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Cewang insistiu hoje nas denúncias chinesas sobre o motivo da violência, e detalhou que um total de 120 casas e 84 veículos foram incendiados.

Um total de 1.367 lojas foram saqueadas, o que causou perdas de US$ 47 milhões, acrescentou.

Informações prévias davam conta de 30 penas por incêndios, roubos, desordem pública e atentados contra prédios públicos, entre outras ações.

O movimento independentista tibetano defende que a região, aos pés do Himalaia, era uma nação antes da chegada em 1950 das tropas comunistas chinesas.

Pequim alega que o território faz parte da China há séculos. EFE pc/jp

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