China condena 2 à morte por adulterar leite que matou bebês

Pequim, 22 jan (EFE).- Dois produtores de pó proteico foram condenados à morte hoje na China por acrescentar a substância tóxica melamina no leite, em meio a uma escândalo que matou seis bebês e afetou a saúde de 300 mil em setembro do ano passado.

EFE |

Zhang Yujun e Geng Jinping venderam como "pó proteico" a melamina, um produto químico usado na fabricação de plásticos que engana os detectores de proteínas nas análises alimentícias, para disfarçar quando leite é diluído com água.

Entre as sentenças ditadas hoje, e divulgadas pela agência de notícias "Xinhua", há uma terceira pena de morte, a do vendedor Gao Junjie, mas com um período de comuta de dois anos em caso de bom comportamento.

A melamina causou diferentes complicações e cálculos renais em cerca de 300 mil crianças chinesas, das quais seis morreram.

Zhang e Geng são dois dos diversos produtores, vendedores e intermediários de "pó de proteínas" que forneciam às 22 firmas envolvidas no escândalo e foram condenados por "colocar em perigo a segurança pública" e "vender produtos tóxicos".

A sentença foi exemplar para estes intermediários, mas não para os políticos do Partido Comunista da China que dirigiam a principal firma de leite envolvida, a Sanlu.

A ex-presidente da Sanlu e membro do partido, Tian Wenhua, de 66 anos, reconheceu durante a audiência que sabia desde maio que sua empresa estava vendendo leite adulterada, em um escândalo que não se tornou público até terminarem os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto.

Ela foi condenada à prisão perpétua, mas não à pena de morte, mesmo sendo considerada a principal responsável. EFE mz/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG