China cogita abertura de bases navais no exterior

Pequim - O Ministério da Defesa chinês publicou uma incomum entrevista com um de seus contra-almirantes, na qual este lança a ideia de abrir bases navais no exterior.

EFE |

A ideia foi exposta pelo contra-almirante Yin Zhuo, também especialista do Centro de Pesquisa de Equipamentos Navais do Exército de Libertação Popular (ELP), que justifica este passo após a experiência do sequestro durante nove semanas e posterior resgate de um navio chinês nas águas do Golfo do Áden.

Yin disse que chegou o momento de a Comissão Militar Central (CMC, principal órgão militar) estudar a abertura de bases no exterior, semelhantes às mantidas pelos países europeus e Estados Unidos no Golfo Pérsico ou na Somália, para apoiar suas operações navais.

"Acho que este pedido é razoável e que os países estrangeiros entenderão a necessidade de a China ter bases de abastecimento a longo prazo", explicou o contra-almirante.

A entrevista foi realizada pela "Xinhuanet.com" no dia de Natal e publicada no site do ministério, onde não aparece mais.

Segundo informa hoje o jornal "South China Morning Post", a entrevista de Yin não representa o ponto de vista oficial, mas é uma prova do ELP para ver a reação da opinião pública local e internacional.

O jornal cita fontes diplomáticas de defesa em Pequim que dizem que esperavam que o ELP anunciasse em algum momento sua ambição de abrir bases navais, o que transformaria sua Marinha de defesa litorânea em uma força naval de alto-mar.

Arthur Ding, especialista militar da Universidade Chengchi (Taiwan), diz que a entrevista de Yin coincide com um documento de estratégia militar chinês que circulou nos setores militares nos últimos anos, e que indica que a China deve abrir bases em Bangladesh, Mianmar, Tailândia, Camboja, Paquistão e no Mar da China Meridional.

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