China chama dalai lama de sabotador por frear evolução do Tibete

Pequim, 16 jan (EFE).- O líder do Partido Comunista da China (PCCh) no Tibete, Zhang Qingli, acusou hoje o dalai lama de ter sabotado o crescimento econômico do Tibete no ano passado, ao instigar os protestos de março, informou a agência de notícias Xinhua.

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Ao mesmo tempo, os legisladores do Tibete propuseram hoje declarar 28 de março, quando o Exército chinês reprimiu a rebelião liderada pelo dalai lama contra o poder comunista em 1959, como o Dia da Emancipação dos Servos.

As declarações precedem a celebração do 50º aniversário da revolta, o que levou Pequim a se preparar para evitar e reprimir qualquer tipo de protesto.

Em discurso pronunciado hoje e divulgado pela "Xinhua", o secretário Zhang assinalou que "o Tibete poderia ter registrado um crescimento mais rápido (no ano passado) se não fosse pela sabotagem dos seguidores do dalai lama", líder espiritual e político tibetano exilado na Índia desde 1959.

No entanto, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da região autônoma foi no ano passado de 10,1%, superior ao previsto para todo o território chinês no fechamento de 2008, entre 9,8% e 7,5%.

"É o Tibete atual o que permite aos tibetanos desfrutar dos frutos da reforma e da abertura e o sentimento de ser seus próprios donos", assegurou hoje Zhang perante a imprensa chinesa.

O Exército chinês entrou em 1950 no Tibete, que desfrutou de períodos de independência intermitentes no passado, e em 1959, ao fracassar a revolta tibetana, o dalai lama se refugiou na Índia. EFE mz/rr

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