China celebra raça e juventude de Obama

PEQUIM (Reuters) - A China celebrou Barack Obama como um jovem presidente eleito com energia para lidar com a crise financeira que agora começa a afetar sua economia e como uma herança étnica que pode ajudar os Estados Unidos a atingir o resto do mundo. O frisson em torno da corrida eleitoral norte-americana chegou às ruas de Pequim na quarta-feira, onde cidadãos chineses comuns que nunca votaram e alguns dos quais não sabiam nem sequer o nome dos candidatos comemoraram a mensagem de mudança de Obama.

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"O cara negro é uma boa escolha, ele tem muito mais energia do que o outro, que é velho demais", disse Han Xue, pai de família que possui uma pequena loja de cigarros e bebida e que seguiu os resultados da eleição pela TV atrás do balcão.

A dramática vitória, em que Obama levou os votos de Estados que não optavam pelos democratas há décadas, foi um grande impulso para a reputação dos EUA.

"Eu estou muito feliz que a história dos EUA tenha sido feita. Eu acho que aos olhos de muitas pessoas chinesas a América era um país racista, mesmo hoje a TV dizia que muitas pessoas brancas não votariam em Obama", disse Li Nan, estudante na Academia Chinesa de Ciências Sociais. "Eu acho que muitos chineses vão mudar de idéia agora."

Mas o acúmulo de nuvens negras na economia, que ameaçam minar décadas de crescimento acelerado, significa que as políticas econômicas do líder dos Estados Unidos são uma preocupação quase tão grande em Pequim quanto entre os eleitores norte-americanos.

"Obama pode ser mais ideológico e isso pode não ser tão bom para a China em termos comerciais", disse Wang Hongtao, um estudante de doutorado e simpatizante de Obama.

(Por Emma Graham-Harrison)

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