China avisa que rumo da política econômica não muda

PEQUIM (Reuters) - O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, disse que o conjunto as políticas fiscal e monetária vão continuar em uso enquanto houver dúvidas sobre o crescimento econômico no país e no exterior, informou a imprensa oficial no domingo. Em visita à província de Jiangsu nos últimos dias, Wen reafirmou o compromisso do governo com essas políticas, indicando que não há mudança no horizonte próximo.

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"Estamos persistindo com a implementação de políticas fiscais ativas e política monetária adequadamente relaxada porque ainda enfrentamos muitas dificuldades e desafios, o cenário econômico internacional continua obscuro e pressões por causa da redução da demanda interna e externa continuam", disse Wen, de acordo com o site do governo (www.gov.cn).

"O ímpeto pelo crescimento auto-suficiente da economia ainda não é forte... Portanto, a direção da política macroeconômica não pode mudar."

Investidores estrangeiros e locais andam preocupados em relação à direção da política econômica do país. As palavras de Wen somam-se a uma série de comentários recentes afirmando que a política econômica continuará sem mudanças.

Altas autoridades econômicas da China também negaram especulações de mercado de que Pequim pode estar começando a reapertar sua política monetária.

O mercado acionário de Xangai caiu 4,4 por cento nesta semana, sua maior queda em cinco meses, porque investidores estavam temerosos de que o Banco Central estava sendo menos generoso e não estava mais inundando o sistema bancário com dinheiro para apoiar gastos e investimentos.

Dados econômicos a serem divulgados nesta semana provavelmente mostrarão que a China já está se recuperando economicamente. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,9 por cento no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.

Mas o Partido Comunista, que celebra seu sexagésimo aniversário desde sua ascensão ao poder no dia 1 de outubro, não vai se arriscar enquanto a economia mundial continuar com crescimento lento. O grande motor do crescimento da terceira maior economia do mundo nos últimos anos tem sido as exportações.

"Alguns setores e negócios ainda estão em dificuldade e o problema do excesso de capacidade de produção ainda é elevado", disse Wen.

(Reportagem por Chris Buckley)

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