Pequim, 27 ago (EFE).- A Assembleia Nacional Popular (principal órgão legislativo chinês) aprovou hoje a primeira lei de organização da Polícia Armada, um corpo paramilitar, que fixa as obrigações desta força com 680 mil efetivos, capacitada para enfrentar as revoltas, informou hoje a agência Xinhua.

A nova lei, a primeira dedicada especificamente a esse corpo criado em 1982, dará novos poderes a seus efetivos, como, por exemplo, a possibilidade de interrogar suspeitos e de tramitar o transporte público, em caso de emergência.

Também poderão ajudar na perseguição e detenção de suspeitos, assim como "responder a incidentes que ameacem a segurança pública", segundo informações prévias da imprensa oficial.

A Polícia Armada foi o corpo que patrulhou durante semanas as ruas de Lhasa (capital da região do Tibete) e Urumqi (capital de Xinjiang), após as violentas revoltas de tibetanos e uigures registradas, respectivamente, em março de 2008 e julho de 2009.

A lei indica que a Polícia Armada, enquadrada nas Forças Armadas, deve participar da resposta a "revoltas, situações caóticas, graves crimes e ataques terroristas", considerados todos eles incidentes que "ameaçam a segurança nacional".

O corpo foi originalmente criado para proteger líderes políticos, edifícios governamentais, redes principais de transportes e recursos naturais, mas sua função evoluiu até se transformar no principal corpo antidistúrbios do país. EFE abc/an

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