Pequim, 4 set (EFE).- O Governo da China apresentou um relatório à ONU sobre seus gastos militares em 2007 em um esforço para mostrar transparência enquanto aumentam as críticas do Pentágono pelo que considera uma ameaça militar.

Isto foi anunciado hoje pela porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinesa Jiang Yu em entrevista coletiva, onde destacou que é o segundo relatório apresentado pelo Governo chinês à ONU desde que o país entrou, no ano passado, no Mecanismo de Transparência de Orçamento Militar da ONU.

Embora Jiang não tenha revelado nenhum dado concreto do relatório, a porta-voz afirmou que o documento "fornece mais informações do que o anterior, inclusive dados básicos de gastos militares do país no último ano fiscal".

Também inclui os principais objetivos das despesas, acrescentou Jiang, que frisou que esse gesto demonstra que o "Governo chinês dá muita importância à questão da transparência militar e está melhorando ativamente a confiança mútua com outros países no campo militar".

A China aumentou em mais de 17% seu orçamento militar para este ano, até alcançar US$ 58,79 bilhões, expansão similar à do ano passado, segundo informações oficiais, embora este crescimento tenha sido chamado de incompreensível por potências como Estados Unidos e Japão.

O Pentágono foi muito mais longe e, segundo seus cálculos, a China está gastando muito mais do que declara para manter seu Exército, o maior do mundo, com mais de 2 milhões de soldados.

Nos últimos 20 anos, Pequim aumentou seu orçamento militar a um ritmo superior a 10% e alega que seu objetivo é meramente defensivo.

EFE mz/wr/fal

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