China anuncia intenção de cooperar com Junta Militar da Mauritânia

Nuakchott, 7 jan (EFE).- O Governo chinês, através de seu embaixador em Nuakchott, tornou hoje pública sua intenção de cooperar com a Junta Militar que dirige a Mauritânia desde o golpe de Estado de 6 de agosto de 2008.

EFE |

O anúncio, o primeiro realizado pela China sobre as autoridades golpistas mauritanas, é um apoio vital ao Alto Conselho de Estado liderado pelo general Mohammed Ould Abdelaziz, já que vem de um ator de muita importância na África, destacaram os analistas locais.

Após se reunir com Abdelaziz, o embaixador chinês, Zhang Xuan, declarou que a China tem a intenção de ampliar e consolidar a cooperação com a Mauritânia em 2009, especialmente nos campos da pesca e da saúde.

A China mantém boas ligações tradicionais com a Mauritânia, país que não reconhece Taiwan, e, até o momento, não tinha expressado sua opinião sobre o golpe de Estado e sobre o novo "status quo" no país.

A cooperação entre os dois países remonta há mais de 40 anos e cobre setores vitais para a economia mauritana, como as infra-estruturas, a saúde, a agricultura, a pesca e a mineração.

Este apoio foi anunciado um dia depois do fechamento dos chamados Estados Gerais da nação, uma grande assembléia com ampla representação dos estamentos do país, que decidiu convocar eleições presidenciais para 30 de maio.

O general se comprometeu a respeitar a decisão adotada neste fórum. EFE moo/db

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