apaziguaram nesta quarta-feira, por algumas horas, o conflito entre muçulmanos uigures e colonos chineses no oeste do país, ao passo que as autoridades ameaçaram matar os responsáveis pelos piores protestos que a China vive em duas décadas." / apaziguaram nesta quarta-feira, por algumas horas, o conflito entre muçulmanos uigures e colonos chineses no oeste do país, ao passo que as autoridades ameaçaram matar os responsáveis pelos piores protestos que a China vive em duas décadas." /

China ameaça executar responsáveis por distúrbios

PEQUIM - Reforços militares http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/07/08/autoridades+de+xinjiang+afirmam+ter+situacao+sob+controle+7181905.html target=_topapaziguaram nesta quarta-feira, por algumas horas, o conflito entre muçulmanos uigures e colonos chineses no oeste do país, ao passo que as autoridades ameaçaram matar os responsáveis pelos piores protestos que a China vive em duas décadas.

Redação com agências internacionais |

Os linchamentos aos uigures, iniciados ontem como vingança pelos protestos de domingo que mataram 156 pessoas e deixaram mil feridos, foram retomados nesta quarta-feira.

Em Urumqi, a capital da província de Xinjiang, dezenas de milhares de soldados saíram às ruas para patrulhar a cidade depois que militares de outras regiões se uniram aos mais de 20 mil combatentes que estão na localidade desde domingo.


Milhares de soldados foram enviados à região / AP

No bairro uigur de Urumqi, vários estabelecimentos muçulmanos amanheceram destruídos e as mesquitas locais não abriram. Segundo os moradores, a região foi atacada ontem por entre 200 e 2 mil chineses da etnia han. Pelo menos quatro uigures teriam morrido nos confrontos.

"Ouvi dizer que pessoas morreram perto da rua Nanlangpuo, mas não sei quantos ao certo", disse um uigur. "Tínhamos tanto medo que nos refugiamos em casa. Várias pessoas foram agredidas. Uma mulher foi cercada. Eram centenas (de agressores)", acrescentou.

Outro morador disse ter visto dezenas de chineses apunhalarem uma idosa uigur na rua. "Nunca tivemos conflitos entre chineses han e uigures. Tudo isto é culpa do Partido Comunista", declarou.

A maioria dos uigures diz não saber o que aconteceu no domingo, quando, segundo o governo, uigures revoltados atacaram de forma "cruel e desumana" chineses da etinia han. Os uigures no exílio, por sua vez, dizem que foi a intervenção militar que provocou o massacre.

A gravidade dos confrontos é tamanha na região muçulmana chinesa que o presidente do país, Hu Jintao, interrompeu a viagem que fazia à Itália, onde participaria da cúpula do G8 (os sete países mais industrializados e a Rússia), e voltou ontem para a China.

O líder do Partido Comunista (PCCh) em Xinjiang, Li Zhi, afirmou hoje que os detidos nos protestos de domingo, mais de 1,4 mil, sofrerão punições de todos os tipos, inclusive execuções.


Uigures entram em confronto com polícia / Reuters

Ontem, no entanto, nenhum dos chineses han que participaram dos confrontos foi detido. Já hoje, circulou a notícia de um novo ataque, no qual, supostamente, uma multidão matou um uigur a apenas 200 metros do hotel em que está hospedada a imprensa estrangeira. A informação, porém, não pôde ser confirmada.

Quanto às vítimas de domingo, no Hospital Popular Número 2 de Urumqi, quase todos das cerca de 60 pessoas internadas são colonos han. Guang Hanwen, que sofreu vários ferimentos na cabeça, disse que foi atacado na noite de domingo, quando o carro em que estava foi interceptado por jovens uigures perto de uma loja.

Assim como aconteceu com quase todos os feridos internados no hospital, Guang foi tirado do carro por três ou quatro pessoas e agredido com pedras e outros objetos.

Um médico de etnia uigur que estava de plantão no domingo disse que apenas quatro ou cinco dos feridos eram uigures, mas nenhum permanecia internado no hospital.

Os uigures dizem ainda que estão sendo impedidos de entrar no centro médico para ver seus mortos.

Até os jornalistas começaram a virar alvo da revolta dos chinesas han e da polícia. Os uigures, por outro lado, se mostraram pacíficos. Apenas duas vezes jogaram pedras, mas quando a polícia se aproximou para impedir que dessem entrevistas à imprensa.

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