China afirma que não há focos epidêmicos na área atingida pelo terremoto

Pequim, 15 mai (EFE).- O vice-ministro da Saúde chinês, Gao Qiang, disse hoje que, por enquanto, não há focos de epidemias nas zonas atingidas pelo terremoto que sacudiu esta semana o sudoeste da China, o pior em mais de três décadas no gigante asiático.

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No entanto, Gao acrescentou, em entrevista coletiva em Pequim, que as autoridades continuarão em alerta, já que poderiam ocorrer doenças, devido às condições de insalubridade que surgem após catástrofes como a que assola o sudoeste da China, desde o terremoto da segunda-feira e as posteriores réplicas.

Os últimos dados oficiais indicam que mais de 19.500 pessoas morreram no terremoto de 7,8 graus na escala Richter, segundo as autoridades chinesas, ou de 7,9 graus, segundo o Instituto Sismológico dos EUA, com epicentro no distrito de Weichuan (província de Sichuan) e que ocorreu na segunda-feira.

Gao disse que, só na província de Sichuan, a mais afetada pelo terremoto, os centros hospitalares atenderam até o momento 64.040 feridos, dos quais 12.587 se encontram em estado grave.

Afirmou que mais de 10.000 profissionais de saúde trabalham nas zonas mais devastadas pelo tremor.

O Governo chinês já destinou US$ 57,14 milhões para custear despesas médicas nas áreas atingidas pelo terremoto, disse.

Segundo o vice-ministro, a metade desse dinheiro irá para tratamentos médicos aos feridos e a outra metade para equipamento médico de emergência e remédios.

O dinheiro destinado pelo Governo chinês para atenuar a catástrofe já chega a US$ 187,3 milhões, após uma recente quantia de US$ 28,59 milhões estipulada pelo Ministério das Finanças, informou a agência oficial "Xinhua". EFE ub/an

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