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China adverte a Obama que Taiwan será o assunto mais delicado a discutir

Pequim, 6 nov (EFE).- O Governo chinês advertiu ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que Taiwan é o assunto mais delicado a ser tratado entre os dois países.

EFE |

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Qin Gang, felicitou o novo líder americano, mas lembrou que a soberania da ilha é "o fundamento político" das relações entre China e Estados Unidos.

"O assunto de Taiwan é o mais sensível para o desenvolvimento das relações bilaterais. Confiamos em que os Estados Unidos farão essa gestão convenientemente e aceitarão o princípio de uma só China", disse o porta-voz.

"O Governo chinês sempre se opôs à venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan. Esta política não mudará e pedimos que os Estados Unidos se oponham à independência de Taiwan e parem de vender armamento", disse Qin.

"A China concede muita importância às relações com os Estados Unidos e com a nova equipe de Barack Obama. Achamos que devem ser abrangidos de uma perspectiva estratégica a longo prazo. Está nos interesses dos dois países, o mais desenvolvido e o que mais rapidamente se desenvolve, ter uma boa relação", disse Qin Gang.

O porta-voz também respondeu às polêmicas palavras de Obama durante a campanha eleitoral americana, nas quais o novo presidente americano atribuiu o déficit comercial dos EUA à manipulação da divisa chinesa.

"Não se pode culpar a China (pelo superávit comercial), em absoluto o iuane, porque é o resultado da globalização. Os Estados Unidos importam produtos da China que eles não produzem, que são populares entre seus consumidores e que, além disso, ajudam a manter a inflação baixa", argumentou.

No entanto, a China se mostrou receptiva a ouvir os interesses americanos e afirmou que o valor da divisa chinesa "não é inamovível", mas reivindicou que os EUA também estejam abertos às demandas chinesas, como a possibilidade de exportar produtos de alta tecnologia.

Sobre uma possível reunião entre Obama e o presidente da China, Hu Jintao, quando este último for a Washington, em 15 de novembro, por ocasião da cúpula econômica do G20, Qin Gang disse que essa possibilidade "está sendo discutida".

Além disso, o porta-voz afirmou que a decisão russa de instalar mísseis na região báltica de Kaliningrado para fazer frente ao posicionamento do escudo antimísseis dos EUA no Leste Europeu "não é bom para a estabilidade".

"A China sempre achou que a instalação de sistemas de defesa em regiões do mundo não é boa para o equilíbrio estratégico, a estabilidade mundial nem a confiança mútua entre dois países", concluiu. EFE gmp/an

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