China admite que 80% dos mortos em protestos étnicos eram inocentes

Pequim, 5 ago (EFE).- As autoridades da região autônoma de Xinjiang, oeste da China, asseguraram hoje que 156 dos 197 mortos durante os protestos étnicos locais eram inocentes, informou a agência oficial de notícias Xinhua.

EFE |

"Dos 154 mortos, 134 eram chineses han, 11 hui, 10 uigures e um da etnia man", explicou um porta-voz do Governo de Xinjiang.

No dia 5 de julho, em Urumqi, capital de Xinjiang, grupos de uigures mataram 197 pessoas, na maioria colonos da etnia chinesa han, segundo números oficiais. Dois dias depois, centenas de uigures foram linchados diante da passividade policial, segundo apurou a Agência Efe.

Os grupos uigures acreditam que o número real de mortos pode chegar a 800 e acusam o Governo de divulgar apenas as vítimas chinesas e ocultar os uigures que morreram por repressão militar e nos linchamentos posteriores à revolta.

Por outro lado, as autoridades chinesas anunciaram ontem a detenção de 718 suspeitos de provocar os protestos, o que faz subir o total de detidos para mais de dois mil, sendo que grupos uigures no exílio asseguram que o número verdadeiro seria o dobro.

Grupos de defesa dos direitos humanos como a Anistia Internacional denunciam há anos a repressão do Governo chinês aos uigures e tibetanos desde a década de 1950, assim como o aumento da desigualdade entre os colonos chineses transferidos para as regiões com o apoio de Pequim. EFE mmp/fk-db

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