China adia julgamento de militante dos direitos dos expulsos

O julgamento de uma militante chinesa dos direitos dos expulsos, que começaria na segunda-feira em Pequim quatro dias antes da abertura dos Jogos Olímpicos, foi adiado para uma data não estabelecida, informou seu advogado.

AFP |

"O julgamento fixado para 4 de agosto foi adiado. Resta estabelecer a nova data", afirmou Hu Xiao à AFP, indicando que o tribunal não tinha dado explicações para esse adiamento.

A ex-advogada Ni Yulan, de 47 anos, organizou a defesa de moradores de Pequim expulsos de suas casas pelas autoridades para a realização de ambiciosos projetos imobiliários.

Seu advogado havia anunciado na terça-feira à AFP que ela seria julgada no dia 4 de agosto por "obstrução a políticas governamentais", indicando que poderia ser condenada a até três anos de prisão.

Ni, que luta há quase dez anos contra as expulsões, foi detida no dia 29 de abril. Segundo seu marido Dong Jiqin, as autoridades a detiveram principalmente "para impedi-la de realizar qualquer tipo de manifestação antes dos Jogos Olímpicos".

A militante já passou um ano na prisão após ter sido condenada em 2002 por "pôr em perigo a propriedade pública", lembrou.

bur-ger/dm

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