China acusa dalai lama de mentir ao dizer que busca a paz

Pequim, 8 abr (EFE).- O Governo chinês afirmou hoje que o dalai lama mente quando diz que procura a paz, e que demonstrou isso com sua recente instigação e orquestração dos atos violentos e criminosos em Lhasa, a capital tibetana.

EFE |

"O dalai sempre mentiu. O que importa não é o que diz, mas o que faz. E o mais recente foi instigar e orquestrar os graves atos criminosos em Lhasa", manifestou hoje a porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, Jiang Yu.

"Com seus atos, o dalai prova que sua busca da paz não é mais do que uma mentira", acrescentou Jiang.

No último dia 6, o líder tibetano negou em comunicado ser o instigador dos protestos no Tibete e explicou que efetuou "repetidos pedidos para que um organismo internacional faça uma investigação sobre o assunto".

A porta-voz chinesa assinalou que "o dalai lama é o dirigente de um sistema teocrático, o episódio de escravidão mais obscuro da história da humanidade, sem nenhum tipo de democracia, liberdade ou direitos humanos".

Ao falar de uma "via intermediária" para o Tibete, o único objetivo do líder espiritual tibetano é voltar aos "tempos obscuros" e a seu "paraíso prévio", destacou.

No entanto, afirmou que se o dalai lama "cessar suas atividades separatistas e seus atos criminosos e violentos para interromper os Jogos Olímpicos, o Governo chinês estará disposto a conversar com ele".

"Mas durante os anos vimos que não ele abandonou suas atividades separatistas. Nossas diferenças com ele não são de natureza étnica nem religiosa, mas se trata de um assunto que implica a soberania e integridade territorial chinesas e que afeta os sentimentos nacionais dos chineses", acrescentou. EFE cg/mh

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